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Mostrando postagens de julho, 2019

O conceito do amor em Santo Agostinho

Em princípio, para Hannah Arendt, como para Santo Agostinho, há uma expansividade, um desejo. " Estrutura fundamental do ente", o desejo é a forma de um apetite que instala o querente na solidão, dispõe-no a todas as angústias e a todas as audácias, mas atraiçoa uma dinâmica irrecusável, a vontade de ser feliz. A autora dividiu o trabalho em três partes: a primeira é dedicada ao amor compreendido como desejo. A segunda, tenta compreender de que modo é que só se ama o próximo, e, na terceira parte, o objetivo é entender de que forma é que o homem isolado de tudo tem ligação com o mundo - encarado, única e exclusivamente, na sua ralação face a Deus -, ainda consegue interessar-se pelo próximo.

Homens em tempos sombrios

Este livro reúne ensaios biográficos de homens e mulheres que viveram os “tempos sombrios”da primeira metade do século XX,   marcados pela emergência do totalitarismo na forma do nazismo e do stalinismo. Mergulhando em mundos internos tão díspares como os de Hermann Broch e João XXIII, Rosa Luxemburgo e Jaspers, Isak Dinesen e Bertold Brecht, Heidegger e Walter Benjamin, Hannah Arendt submete a uma reflexão apaixonada, e por vezes implacável, os erros e acertos dessas personalidades, suas culpas e vitórias, responsabilidades e irresponsabilidades perante a realidade que enfrentaram. A beleza destes relatos reside na sólida crença de Arendt na solidariedade e dignidade humanas, valores morais capazes de impedir o triunfo do niilismo e do totalitarismo numa época de experiências catastróficas. 

Da revolução

Desde 1789, numerosas revoluções têm seguido o script trágico de sectarismo e autoritarismo em que um grupo de radicais po   líticos toma o poder violentamente em nome da libertação dos oprimidos e da promoção do bem comum, mas, uma vez no comando, eles começam a aniquilar-se e a perseguir os ditos “inimigos da revolução”. A partir das grandes transformações políticas do século XVIII, Hannah Arendt identifica as principais linhas de força das revoluções modernas, apontando suas contradições e analisando as motivações de seus protagonistas.

Eichmann em Jerusalém

Em 1960, seqüestrado num subúrbio de Buenos Aires por um comando israelense, Adolf Eichmann é levado para Jerusalém, para  o que deveria ser o maior julgamento de um carrasco nazista depois do tribunal de Nuremberg. Mas, durante o processo, em vez do monstro sanguinário que todos esperavam ver, surge um funcionário medíocre, um arrivista incapaz de refletir sobre seus atos ou de fugir aos clichês burocráticos. É justamente aí que o olhar lúcido de Hannah Arendt descobre a "banalidade do mal", ameaça maior às sociedades democráticas. Numa mescla brilhante de jornalismo político e reflexão filosófica, Arendt investiga questões sempre atuais, como a capacidade do Estado de transformar o exercício da violência homicida em mero cumprimento de metas e organogramas.  

Entre o passado e o futuro

Entre o Passado e o Futuro é aquele que faz pulsar simultaneamente o conjunto de inquietações, usa uma das palavras prediletas, o discurso político do século XX.Ele contém praticamente todo o temário de sua obra, constituindo-se, portanto, num ponto de partida por excelência de toda a tentativa de interpretação e organização do seu pensamento.

A condição humana

A versão definitiva de A condição humana, mais que uma resposta à pergunta sobre como e por que foi possível o totalitarismo, e mais que um exame da relação entre totalitarismo e tradição, converteu-se em uma fenomenologia das atividades humanas fundamentais no âmbito da vida ativa – o trabalho, a obra ou fabricação e a ação. Arendt principia sua investigação com o exame da relação entre a condição humana e a vita activa, definida em contraposição à vita contemplativa, mas visa antes de tudo a transcender a caracterização tradicional das atividades e da relação entre elas com vistas a uma indagação sobre o significado das próprias atividades e das transformações em seu caráter na era moderna. Esta nova edição traz a Introdução da Profa. Margaret Canovan, cientista política inglesa que tem duas obras tratando sobre o pensamento de Hannah Arendt. Ela é professora de Ciência Política na Universidade de Lancaster.

As origens do Totalitarismo

Origens do totalitarismo tornou-se um clássico logo depois de sua publicação, e até hoje a obra é considerada a história definitiva dos movimentos políticos totalitários. Hannah Arendt primeiro elucida o crescimento do antissemitismo na Europa Central e Ocidental nos anos 1800 e prossegue com a análise do imperialismo colonial europeu desde 1884 até a deflagração da Primeira Guerra Mundial. A última seção discute as instituições e operações desses movimentos, centrando-se nos dois principais regimes totalitários da nossa era: a Alemanha nazista e a Rússia stalinista. Arendt considera a transformação de classes em massas, o papel da propaganda para lidar com o mundo não totalitário e o uso do terror como fatores essenciais para o funcionamento desse tipo de regime. E no brilhante capítulo de conclusão, ela avalia a natureza de isolamento e solidão como precondições da dominação total.