Em princípio, para Hannah Arendt, como para Santo Agostinho, há uma expansividade, um desejo. " Estrutura fundamental do ente", o desejo é a forma de um apetite que instala o querente na solidão, dispõe-no a todas as angústias e a todas as audácias, mas atraiçoa uma dinâmica irrecusável, a vontade de ser feliz. A autora dividiu o trabalho em três partes: a primeira é dedicada ao amor compreendido como desejo. A segunda, tenta compreender de que modo é que só se ama o próximo, e, na terceira parte, o objetivo é entender de que forma é que o homem isolado de tudo tem ligação com o mundo - encarado, única e exclusivamente, na sua ralação face a Deus -, ainda consegue interessar-se pelo próximo.
Este livro reúne ensaios biográficos de homens e mulheres que viveram os “tempos sombrios”da primeira metade do século XX, marcados pela emergência do totalitarismo na forma do nazismo e do stalinismo. Mergulhando em mundos internos tão díspares como os de Hermann Broch e João XXIII, Rosa Luxemburgo e Jaspers, Isak Dinesen e Bertold Brecht, Heidegger e Walter Benjamin, Hannah Arendt submete a uma reflexão apaixonada, e por vezes implacável, os erros e acertos dessas personalidades, suas culpas e vitórias, responsabilidades e irresponsabilidades perante a realidade que enfrentaram. A beleza destes relatos reside na sólida crença de Arendt na solidariedade e dignidade humanas, valores morais capazes de impedir o triunfo do niilismo e do totalitarismo numa época de experiências catastróficas.